domingo, 2 de março de 2008

Dos sonhos se vê...

Até onde posso ver através de tudo,
Dos vales ou de minha janela.
Recorto o quadro de minha visão
Indo e voltando em segundos,
Antes do pôr do sol.
Nasce sempre num quente colorido,
As vestes leves e soltas do ser.


Se qualquer som me toca,
Do vento extraio o inefável sentido.
De onde nem aroma nem o toque
Pode ser compreendido com os
Sentidos da aparente visão sem ser,
Faço surgir um sentido
Para o que antes nem em sonho
Alguém pudesse imaginar ou Ter.


Aqui, no espaço curto das palavras,
A imensidão toma conta de tudo,
Do todo e do ser.

DHYAN (Riva Dhyan)

sábado, 9 de fevereiro de 2008

o rio

o rio segue.

sabe por quê ele sempre vai?

porque ele não está preocupado

com o destino.

pouco importa para onde

esteja indo.

ele simplesmente vai.

DHYAN (Riva Dhyan)

domingo, 27 de janeiro de 2008

assimilando

uma cor,

vários tons;

uma forma,

vários contornos.

um toque

contornando a forma

natural e desmedida;

sem medidas.

DHYAN (Riva Dhyan)

Alquimia


Transmutação.

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Msituanrdo f or m as

no poder do ver.

Um final inesperado,

de um iniciar consciente.

DHYAN (Riva Dhyan)

Cosmocidade


o Nada sendo criado

a partir do Todo,

seguindo o não

Sentido.

uma Forma que partiu

de um Tempo

perdido.


DHYAN (Riva Dhyan)

sábado, 12 de janeiro de 2008

caminhando e meditando e seguindo o coração

esvaziar a mente e

caminhar no espaço.

seguir o caminho,

aquele que se faz

quando se caminha.

em que se caminhando

encontra-se no coração.

DHYAN (Riva Dhyan)

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

a velocidade do tempo


hoje, igual a todos os dias, vim calma

e serenamente para cá.

hoje, igual a todos os dias, vi pessoas

correndo, apressadas.

tudo poderia ser feito num outro ritmo.

correndo estão de (para) quê?

DHYAN (Riva Dhyan)